IA nas empresas precisa provar resultado, defende CEO da Opah
Em entrevista publicada em 23 de outubro, João Moressi aponta governança e mensuração como prioridades. A avaliação reforça o debate sobre integrar tecnologia à operação.
A adoção de inteligência artificial precisa ser acompanhada por critérios de resultado e controle. Essa é a avaliação de João Moressi, fundador e CEO da Opah, em entrevista ao Money Report publicada em 23 de outubro de 2026 e repercutida pelo Not Journal.
A avaliação do executivo
Moressi descreve um ambiente empresarial mais atento ao retorno dos projetos, depois de uma fase de experimentação acelerada. Ele também aponta riscos quando diferentes áreas criam soluções isoladas, sem integração e sem políticas comuns de segurança e governança.
A entrevista apresenta a perspectiva de um fornecedor de tecnologia. Não é uma pesquisa representativa sobre todas as empresas, nem comprova que o mercado inteiro tenha encerrado sua fase de experimentação.
Leitura VERIO: o projeto começa pelo problema
Nossa leitura é que uma iniciativa de IA precisa de uma pergunta operacional antes de uma escolha de ferramenta. Qual tarefa precisa melhorar? Quem responde pela entrega? Como distinguir velocidade de qualidade?
Uma equipe pode, por exemplo, medir o tempo necessário para organizar documentos antes e depois de um teste, incluindo a revisão humana e as correções. Trata-se de uma possibilidade de avaliação, não de um resultado demonstrado pela entrevista.
Também vale definir quais dados podem entrar no sistema, que ações exigem aprovação e como interromper uma execução incorreta. Essas decisões ajudam a tornar o experimento observável, em vez de depender apenas de uma demonstração convincente.
O debate não exige abandonar testes. Exige criar condições para aprender com eles e decidir, com evidências, o que merece continuidade. A recomendação editorial do VERIO é tratar eficiência, qualidade e responsabilidade como partes do mesmo projeto.