VERIO™
VERIO™WHAT MATTERS NEXT.
MERCADOBRL
Consultando cotações…
Referências em reais · consulta à fonte a cada 60 s
VERIO™

O que importa a seguir.

VERIO ORIGINALBranding

LVMH aplica IA ao trabalho de artesãos e equipes de venda: uma lição para as marcas

Casos apresentados pelo grupo mostram tecnologia integrada à produção e ao atendimento. O debate sobre IA no luxo ajuda a avaliar como inovar preservando critérios de qualidade e identidade.

A discussão sobre inteligência artificial no luxo passa também por decisões de produção e atendimento. Em uma apresentação oficial para a VivaTech 2026, a LVMH descreveu ferramentas que apoiam artesãos e equipes comerciais. São aplicações que ajudam a observar onde a tecnologia entra no trabalho de uma marca.

O tema voltou ao debate em artigo de Maria Clara Costantini e Rafael Albuquerque publicado pelo Not Journal em 28 de outubro. A partir dessa referência, o VERIO consultou exemplos documentados pelo próprio grupo. As iniciativas citadas abaixo já haviam sido apresentadas em 2026; não são lançamentos anunciados nesta semana.

Da sugestão digital à decisão do artesão

Segundo a LVMH, a solução da Louis Vuitton com a Comelz digitaliza o couro, identifica suas características naturais e sugere cortes com apoio de IA. Os artesãos podem validar ou ajustar as sugestões e conservam a decisão final.

Conhecimento de produto dentro da operação

Outro caso é o CELIA, assistente da CELINE baseado na plataforma interna MaIA. A apresentação informa que ele apoia equipes de venda, atendimento e escritório em assuntos como conhecimento dos produtos, análise de desempenho, pós-venda e procedimentos internos.

Essas descrições são informações divulgadas pela própria companhia. A apresentação não constitui avaliação independente dos resultados nem permite atribuir ganhos de vendas ou produtividade a cada ferramenta.

A base de dados vem antes da personalização

Em entrevista publicada pelo Google Cloud em 9 de junho de 2025, Franck Le Moal, da LVMH, explicou a intenção de usar dados e IA para apoiar os consultores no entendimento das preferências dos clientes e na conexão entre a experiência digital e as lojas. O relato também destaca a autonomia das marcas e a separação de seus dados. Trata-se da visão do executivo, apresentada no canal de um parceiro tecnológico.

Olhar VERIO: automatizar exige definir o que merece permanecer

Análise VERIO — a aplicação mais interessante desses casos é a delimitação da responsabilidade. Uma ferramenta sugere; alguém com conhecimento do produto decide. Para uma empresa menor, esse desenho pode ser mais útil do que começar pela ambição de automatizar um departamento inteiro.

Um exemplo hipotético: uma marca poderia usar IA para preparar respostas sobre cuidados com seus produtos, a partir de orientações aprovadas. Questões sem informação suficiente seguiriam para a equipe. O valor estaria na consistência da orientação e na passagem clara para o atendimento humano, não apenas na velocidade da resposta.

Isso pede decisões anteriores à escolha do software: quais informações são confiáveis, quem as mantém, o que exige revisão e como corrigir uma resposta inadequada. A identidade da marca aparece também nesses critérios. Uma promessa sofisticada perde força quando o atendimento não consegue sustentá-la.

Os casos do luxo não provam que a mesma arquitetura funcionará em qualquer negócio. Eles oferecem uma pergunta prática: qual tarefa pode ganhar apoio tecnológico sem perder o conhecimento que torna a entrega valiosa? O teste precisa considerar erros, qualidade e experiência do cliente, além do tempo poupado.

Fontes e referências

Not Journal — artigo de Maria Clara Costantini e Rafael Albuquerque, publicado em 28 de outubro de 2026LVMH — apresentação oficial dos projetos das maisons na VivaTech 2026Google Cloud — entrevista com Franck Le Moal, da LVMH, publicada em 9 de junho de 2025
COMPARTILHARLinkedInXWhatsApp
QUEM ESCREVE

Verio Nextlvl