VERIO™
VERIO™WHAT MATTERS NEXT.
MERCADOBRL
Consultando cotações…
Referências em reais · consulta à fonte a cada 60 s
VERIO™

O que importa a seguir.

VERIO ORIGINALTecnologia

Experiência profissional pode ganhar valor com IA, avalia Sylvia Coutinho

Em entrevista, a executiva destaca repertório e aprendizado contínuo. Pesquisa brasileira ajuda a distinguir experiência, confiança e preparo para usar a tecnologia.

Sylvia Coutinho em retrato, com vegetação ao fundo.
Sylvia Coutinho. Foto de divulgação publicada pelo LIDE; imagem de arquivo.Crédito: Divulgação / LIDE. Origem:Fonte da imagem

O conhecimento acumulado ao longo de uma carreira pode ajudar a extrair valor da inteligência artificial. Essa é a avaliação de Sylvia Coutinho, conselheira de empresas e ex-CEO do UBS no Brasil, em entrevista ao Money Report publicada em 31 de outubro de 2026 e repercutida pelo Not Journal no dia seguinte.

Na conversa, realizada no evento Encontro de Gerações, a executiva relaciona o uso das ferramentas à capacidade analítica e à compreensão dos negócios. Também defende atualização constante e troca entre profissionais de diferentes gerações.

A fala apresenta uma perspectiva de liderança. Não é uma medição de produtividade por idade nem demonstra que profissionais mais experientes sempre terão desempenho superior com IA.

Sentir-se preparado é diferente de ter experiência

Um levantamento anterior da Serasa Experian oferece outro ângulo para o debate. Publicado em 26 de março de 2026, o quarto capítulo da série Panorama do Trabalho no Brasil informou que 19,3% dos entrevistados se consideravam preparados para utilizar IA no trabalho. Entre os participantes da Geração Z, esse percentual era de 22,8%.

A pesquisa ouviu 1.521 profissionais economicamente ativos ou em busca de emprego entre novembro e dezembro de 2025. Os números dizem respeito à percepção dos participantes sobre seu preparo, não a um teste objetivo de competência. Também não avaliam a afirmação de Coutinho sobre o valor do repertório.

Olhar VERIO — aprendizagem entre gerações, dentro da operação

Na leitura do VERIO, transformar essa discussão em uma disputa de idade empobrece a decisão empresarial. Uma equipe pode reunir familiaridade com ferramentas, conhecimento dos clientes e entendimento dos processos. O desafio de gestão é criar situações em que essas competências se encontrem.

Um exercício possível, aqui proposto como exemplo hipotético, é colocar dois profissionais para revisar uma mesma tarefa com apoio de IA. Um organiza o uso da ferramenta; o outro explicita critérios do negócio, exceções e sinais de erro. Depois, ambos comparam o resultado com a forma habitual de trabalhar. Os papéis podem se inverter conforme a experiência de cada pessoa.

Para quem está começando, vale preservar oportunidades de compreender o raciocínio por trás da entrega. Para quem já domina uma atividade, atualizar-se exige experimentar e aceitar a revisão de hábitos. Nenhum dos grupos precisa ser tratado como naturalmente incapaz ou automaticamente preparado.

A pergunta para a liderança, portanto, é concreta: onde a equipe pode aprender em conjunto, com critérios claros para conferir o trabalho? O repertório só entra na operação quando pode ser compartilhado, questionado e aplicado.

Nota editorial: as declarações da executiva, os dados do levantamento e a análise VERIO foram apresentados separadamente. O exercício descrito é hipotético e não representa resultado observado nas empresas citadas.

Fontes e referências

Not Journal — referência editorial de 1º de novembro de 2026Money Report — entrevista original com Sylvia Coutinho, publicada em 31 de outubro de 2026Serasa Experian — divulgação original do levantamento, de 26 de março de 2026, com metodologia
COMPARTILHARLinkedInXWhatsApp
QUEM ESCREVE

Verio Nextlvl